sexta-feira, 26 de junho de 2009

domingo, 21 de junho de 2009

AO ASFALTO DA CARNE

ESSA ESTATÍSTICA SEM ROSTO E CARNE SANGUE
RECOLHENDO O MORTO DOS SENTIDOS PRENHOS CRIATIVOS
CARNE ROTA ASFALTADA
SONHOS DE VONTADES NÃO PARIDAS
E DO GRITO QUE SE QUER VOMITAR
PRA SUSPIRO AFAGAR

CARNE SANGUE ENTREGUE AOS ABUTRES FEDORENTOS
ESTANCADORES DE BEXIGAS
AMORES DA NOITE
SURPRESAS PREVISÍVEIS
AMORES DO DIA INALCANÇÁVEIS FILOSOFIAS
COMIDAS COM REFINAMENTO DE BURGUESIA

CARNE CRUA
CARNE SUA
SUADA CARNE
MELANCOLIA
TROUXERAM CAMISINHA? MC²

terça-feira, 16 de junho de 2009

"Que fosse sendo como sendo o trivial do viver feito uma água, dentro dela se esteja, e que tudo ajunta e amortece - só rara vez se consegue subir com a cabeça fora dela, feito um milagre: peixinho pediu. Por que? Diz-que-direi ao senhor o que nem tanto é sabido: sempre que se começa a ter amor a alguém, no ramerrão, o amor pega e cresce é porque, de certo jeito, a gente quer que isso seja,e vai, na idéia,querendo e ajudando; mas, quando é destino dado, maior que o miúdo, a gente ama inteiriço fatal, carecendo de querer, e é um só de facear com as surpresas. Amor desse cresce primeiro; brota é depois"
João Guimarães Rosa

CA LA CILDA

Cade la
Cac ilda
Ca ciana

Inflama
Vento da boca
Parida de um grito mudo
cuspido na marmita
de nego branco

Cadê ela?
maldita da cidade
em trapos de barbaridade
assumida diaba
embucetada perdida na noite fria gemia

Ca la
safada encardida
dada autonomia
comprou carta de auforria
da pia saiu com saia voadora
num rabo de arraia
sumia...
cade la mulher aparecida?

em altar de padroeira
Morreu. MC²

segunda-feira, 15 de junho de 2009

"NOIS SOMO UM MONTE DE ARROZ E FEIJÃO MISTURADO TUDO JUNTO" MC²

domingo, 7 de junho de 2009

UM DIA , UMA VIDA

Lubrificar as ventas
Atropelando os sentidos pra encontrar a prosódia perfeita
Num mundo aturdido de sentidos próprios expropriados pela humanidade subserviente dos dotes mercantis, mercantilizados, merdiculotizados, enguiçados em oficinas rotativas prestadoras e fornecedoras de seus ISOS etcrizados. Uma epidemia, um cancro, cancerizando a vida que existe, fagocitando até as beiras sem eiras de nossos recantos silvestres. UM HOMEM QUE PROCURA A CURA ESTÁ CORRENDO.
A CULPA pela morte da vida?
De que tamanho é a responsabilidade que consigo assumir?
Enquanto algumas bicicletas querendo voar por aí, me invejam e ao mesmo tempo reprimem sentimentos tão sublimes de querência e aconchego, pois o desejo está nos olhos do outro uma vez que sou porque permanentemente estou, estou.com.br. De todas as regras a que mais aprendi foi me livrar delas me aprisionando em minhas querelas e murmúrios de alguns mundos pessoas que conheci. Nunca fui boa de etiqueta mesmo, mas se a verdade dos seus olhos brilha, abro minha guarda e também me ofereço como guia. Não importa a distância, posso passar dias com o reflexo de sua pupila nas minhas retinas sem piscar pra não me tornar presa fácil dos banidos desse paraíso. Sou fã da experiência. Sem dúvidas, a melhor pedagogia. No entanto, pra ela não se tem metodologia, só vire a curva pra ver o que aparece na esquina, ou então arrisque cara ou coroa pra esperar a chuva. A chuva que virá desses tempos de melancolia, de previsões catastróficas sobre o planeta ou, se não, a chuva chamando o rito pra lavar a tristeza na fonte depois do alívio da descida arriscada no profundo de nós mesmos. A chuva virá em cascata, garoa, tempestade mas virá pra cumprir seu ciclo escorrendo,alimentando a vida, quiçá a destruindo.
Eu quero me transformar em água pra deslizar suave pelo seu corpo, ressecado e sugado pelas estradas, trilhas e amontoados de gentes que passaram ou que estão vindo, quero ser só uma gotinha dançando e penetrando seus poros, chegando até às suas glândulas, artérias, vísceras, venículas, hidratando sua pele, seus pelos, sua boca , sua antropofagia.Sem sofrer metabolismos vou escolher um cantinho pra repousar, ali quero ficar até que a chuva lave dissolvendo no plasma de cada célula filigranas desse sentimento que me acomete neste instante.
E assim, mesmo estando em lugares diferentes vou encontrar com a morte sem CULPA e sem correrias pois já não sou do tamanho da minha responsabilidade. MC²