sábado, 10 de dezembro de 2011

Quantos sonhos se realiza com uma canoa ?
E porque, depois de descobrir com quantos paus se confecciona uma canoa deve haver outra pergunta , talvez mais pragmática, afinal, se você descobre que a canoa não é a canoa propriamente dita, provavelmente perceba que os paus são maus úteis para a vida quando solitários. Sinceramente, a  gente não vive em situação marítima.

                                          São Paulo 10/12/2011                            MC²

quinta-feira, 3 de novembro de 2011


Receita de mulher
As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental. É preciso
Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso
Qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture
Em tudo isso (ou então
Que a mulher se socialize elegantemente em azul, como na República Popular Chinesa).
Não há meio-termo possível. É preciso
Que tudo isso seja belo. É preciso que súbito
Tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada e que um rosto
Adquira de vez em quando essa cor só encontrável no terceiro minuto da aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser, mas que se reflita e desabroche
No olhar dos homens. É preciso, é absolutamente preciso
Que seja tudo belo e inesperado. É preciso que umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Éluard e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne: que se os toque
Como no âmbar de uma tarde. Ah, deixai-me dizer-vos
Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro
Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e
Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem
Com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos então
Nem se fala, que olhe com certa maldade inocente. Uma boca
Fresca (nunca úmida!) é também de extrema pertinência.
É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos
Despontem, sobretudo a rótula no cruzar das pernas, e as pontas pélvicas
No enlaçar de uma cintura semovente.
Gravíssimo é porém o problema das saboneteiras: uma mulher sem saboneteiras
É como um rio sem pontes. Indispensável.
Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida
A mulher se alteie em cálice, e que seus seios
Sejam uma expressão greco-romana, mas que gótica ou barroca
E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas.
Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral
Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal!
Os membros que terminem como hastes, mas que haja um certo volume de coxas
E que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem
No entanto, sensível à carícia em sentido contrário. É aconselhável na axila uma doce
relva com aroma próprio
Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!).
Preferíveis sem dúvida os pescoços longos
De forma que a cabeça dê por vezes a impressão
De nada ter a ver com o corpo, e a mulher não lembre
Flores sem mistério. Pés e mãos devem conter elementos góticos
Discretos. A pele deve ser frescas nas mãos, nos braços, no dorso, e na face
Mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior
A 37 graus centígrados, podendo eventualmente provocar queimaduras
Do primeiro grau. Os olhos, que sejam de preferência grandes
E de rotação pelo menos tão lenta quanto a da Terra; e
Que se coloquem sempre para lá de um invisível muro de paixão
Que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta
Ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros.
Ah, que a mulher de sempre a impressão de que se fechar os olhos
Ao abri-los ela não estará mais presente
Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber
O fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ela não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
O impossível perfume; e destile sempre
O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação imunerável.
Vinícius de Moraes

domingo, 9 de outubro de 2011

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Tentei me matar
me jogando do décimo andar
É perigoso saber que a vida
desconhece o prazer. MC²

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

ERÓTICA

Pra toda história que começa se cumpre um trajetória ou então sequer começa se pode ser inventada. Não foi muito diferente quando te conheci. Te imaginei em detalhes, em situações não convencionais e cotidianas, reparei os dedos dos seus pés e como entrelaçava os pelos do rosto entre os dedos. Não sei como começou e, exatamente que caminho percorreu, mas a história que assim imaginei estava impregnada da sua presença. Era você o meu todo complexo sistema lógico de respiração vital. Foi um pouco disso:
Quando te vi pela primeira vez não compreendi como minhas mãos suavam desajustadamente e meu ventre vibrava a mil batidas por segundo. Calor subia dos pés até os mamilos dos seios, e , de repente, já podia imaginar você abocanhando a pontinha deles. Te imaginei romântico, safado, tímido, frágil, grosseiro, masoquista, irônico, bobo, do verso ao avesso de todos vocês separados. Quente, fervendo, suando estava. Te desejei assim, assado, branquinho, bronzeado. Estava ebulindo ao seu lado, estava estampado na cara.
Fui me esconder no banheiro daquele bar pra me recompor pois, você evaporou todas as minhas bases sólidas da minha razão. Aquele pequeno e apertado espaço quase não comportou meu desejo desajeitado. Roupas me pinicavam, era preciso pelo menos um minuto sem elas. A pele arrepiava a cada movimento do tecido me excitando ainda mais. Blusa, soutien, saia, meias e por fim a calcinha, ousei abusá-la pressionando-a contra os músculos e lábios da minha boceta. Enquanto esticava o tecido todo meu ventre se comprimia, pensava no seu corpo contra o meu, nas suas mãos ali nas curvas do meu corpo, sua boca mordiscando as tetas e os grandes lábios e a sua língua gulosa nas minhas entranhas. Me atrevi saltitar os dedos pelo clitóris acompanhando o movimento das ancas e pernas. Estava liquidificando meu desejo, produzindo matéria prima macia, transparente fabricada dentro de mim, na teia do meu ventre, sulco dos meus hormônios e células agitadas para lubrificar aquele espaço.
Ao abaixar, relaxava os quadris, podendo te imaginar suave, penetrando cada passagem do meu óraculo de Delfos. À medida que você entrava, sentia seu corpo cavernoso mais denso e rígido. Por cima, contemplava seu rosto excitado e malvado. Ao subir , meu quadris contraiam , sentia uma ansia de te devorar e guardar seu pau dentro da minha boceta para sempre. Se você estivesse ali sussurraria no sue ouvido:
-Quero gozar no seu pau e depois chupá-lo como uma manga doce. Me fode forte.
Naquele cubículo as paredes frias, cúmplices do meu desejo também suaram, respiraram cada gota deixada pelo meu gozo. Acelerada e afoita foi o compasso da música composta pelos meus tímidos gemidos. Dancei pra você com os quadris soltos, indo e vindo, subindo e descendo. Com as mãos sincronizava os giros do meu clitóris à medida que apertava os mamilos entumecidos, ambos explodindo o leite dessa deliciosa loucura. Gozei uma, duas, três, quatro vezes sussurrando seu nome querendo seu pau na minha boceta, na minha boca, no meu cu. Começaram a bater na porta, não podia mais ficar. Poderiam achar que estava passando mal, afinal, parecia que estava ali há horas. Respirei fundo e aos poucos fui catando os pedaços de roupa molhada caídos durante meu íntimo encontro contigo. As peças de roupa pesavam sobre meu corpo. Começaram a bater mais forte na porta perguntando se havia alguém. Ainda ofegante silabei que sim e que já estava saindo. A moça pergunto se eu estava bem mas sem forças pra responder pigarrei algo gutural e ruboriosa, calma e contente abri a porta com os olhos lânguidos e sensuais. A moça um pouco assustada no compreendeu certamente meu estado vaporoso, talvez pensasse em entorpecimento, drogas injetáveis ou algo do gênero.Para confundi-la ainda mais disse:
- Aproveita!
Estava segura, aquela pressão desconcertante se transformara em passos firmes e sede.Passando pelo espelho do banheiro havia ali a fonte que mataria minha sede. Abri a torneira pensando mais uma vez no seu pau escorrendo dentro de mim. A água saiu forte e violenta, quase me atirei na pequena cuba. Cada parte do meu corpo sentia sede. Apanhei a água molhando o rosto, nuca e cabelos esfriando meu calor imperioso. Umedeci as mãos e passei delicadamente nos tornozelos, barriga , debaixo dos seios. Busquei fôlego, fechei a torneira e sai bruscamente querendo te encontrar novamente.
O bar estava escuro, tocava uma música romântica do Tim Maia, te procurei como uma leoa furiosa mas você não estava em canto nenhum. Aos poucos o corpo quente e fluido foi se esfriando pesado, sólido. Onde você estaria? Me senti culpada por ter me distanciado por alguns minutos, não tinha mais nada pra fazer ali. Quem sabe se saísse te encontraria? Percebi que aquele momento único deixaria sempre a curiosidade de te conhecer realmente, mas parece que assim você estaria registrado pra sempre na minha memória. Era melhor avançar pra rua, sentir o ar corrente, de alguma maneira você me descolou, me deu combustível pra me movimentar. Onde quer que esteja, obrigada. MC²

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Comecei a lavar a louça às 10:00 da manhã, parei uma, duas , três... agora às 19:30 terminei de lavar 2 panelas 8 copos e 15 talheres. Tô exausta mas parece que acordei. MC²

terça-feira, 19 de julho de 2011

Lábio seco
Corpo inflando rosas atômicas
Se a tristeza é companhia
Os santos são cegos

Fúria largada em algum ponto de ônibus
mas estão atrasadas as esperanças
Ninguém sabe se chegaram de óculos Rayban
fumando charuto, exalando perfume de qualidade. MC²


quinta-feira, 14 de julho de 2011

quarta-feira, 13 de julho de 2011

PORCARIA

Eu tô numa fase meio porcaria. Sabe quando você acorda e toma coca cola no café , come um hot no almoço e termina a noite com um dreher?
Tipo, tome um duro tome um dreher. Se só existisse cacete nessa vida , tudo ia ser chouvers nouvouers demais. E se tomar no cu não doesse ninguém daria, porque não tem graça quando é de graça. E a Graça, minha vizinha, adora a puta que pariu quando tá nervosa. Eu tô me sentindo José Simão no seu express. Sabe de uma coisa eu quero é achincalhar mesmo. Sou tão boazinha e passiva. Isso mesmo não quero mais ser a passiva, quero comer e fuder também. Tô numa fase porcaria- carne -vermelha sangrando. Se não me respeita te engulo , te cuspo sem saber o gosto, se quer penso em antropofagia. Não quero o que é dos outros, tô cansada de chupada sem graça.
Não tenho mais habilidade para encontros , o cárcere tá mais protegido das víboras invejosas, aliás, não tem gente ruim nessa vida, só tem invejosos.
Eu, podia gritar de novo mas não vai adiantar. Tô pensando.... vou virar travesti. Só não vai ter grana pra siliconar, mas de repente dá pra por uns paninhos...Será que mulher consegue travestir de outro tipo de mulher? E se eu me transformasse só em gay mesmo... mas gay masculino porque lésbica é chato, é pra baixo... assim... aí começa a usar as coisas meio tudo lá em baixo. Claro que tô falando de um tipo de lésbica homem , aquele tipo, sabe ? Porque tem lésbica mulher também, né?
Putz, tem até homem hetero mulher... vixi fudeu... será que tem mulher hetero homem?
Comprei cerveja e torcida de pimenta mexicana. Tô comendo sem quase sentir, tô pesada . Ainda tem coisa pra sair. Se sair tudo estoura a louça do vazo. Não posso me afogar, tem tanta merda na minha cabeça!
Tá osso! Então chupa! MC²


sexta-feira, 24 de junho de 2011

terça-feira, 21 de junho de 2011

VENHAM AMIGOS LÍQUIDOS COMPARTILHAR ESSA EMPREITADA. É UMA MOSTRA GRATUITA E TEM ESTACIONAMENTO
HASTA +
MC²

domingo, 22 de maio de 2011

EU CATAVENTO ESTOU DE UM PASSADO PERFEITO E UM FUTURO INCERTO, DESERTO DE MIM. BUSCANDO UM VENTO OU UMA BRISA, O QUE FOR. PARADA, SEM FORÇA, SEM PESO.

AQUELES VENTOS DO NORTE OUTRORA ME LEVARAM LONGE, SEM PASSAPORTE, ANÔNIMA, FAZENDO CÓCEGAS E TROÇA DE MIM, ME APRESENTARAM MONSTROS, DELÍCIAS, CORPOS, CONSTRUÇÕES, CAMINHOS, PAISAGENS E BARULHOS QUE NUNCA OUVI. PASSEI POR CAMPOS, CIDADES, CANTOS, BECOS, ESQUINAS, PESSOAS, SATÉLITES...

OS VENTOS DO SUL ME COBRIRAM OS OLHOS, ME FIZERAM IMAGINAR, SENTIR, CHORAR, ENTRISTECER, VOMITAR, AMAR, ODIAR, PERDOAR, COMPARTILHAR. ME CONSTRUÍRAM OUTROS MUNDOS, INDISÍVEIS DESSE AQUI.

OS VENTOS LESTE E OSTE PERDERAM MINHA CABEÇA ENSINANDO ALGEBRA, LÍNGUAS, FÍSICA, QUÍMICA. ME CONTARAM AS HISTÓRIAS DOS MUNDOS, ME ENSINARAM SOBRE OS BICHOS, PLANTAS, ANATOMIAS, ANTROPOLOGIAS, TEOLOGIAS, FILOSOFIAS...SOBRE O INFINITO MISTÉRIO DA VIDA.

AGORA, PARADA ESTOU. OS VENTOS JÁ NÃO BATEM MAIS EM MIM. DESAPRENDI A ANDAR, MEUS PÉS MURCHARAM E AGORA SOU QUASE PLUMA LEVE SEM DIREÇÃO. ME AFOGAR NÃO VOU NÃO, POIS ÁGUA NÃO VEJO NÃO. NEM MESMO PODERIA CAIR POIS ONDE ERA O CENTRO DO CORPO VIROU RETAS, DIAGONAIS, TANGENTES, ESPIRAIS. ME ENTREGUEI DEMASIADO AO AR E HOJE ELE INFLA OS OSSOS, AS CÉLULAS, TODAS AS PARTES DO MEU CORPO.

CATAVENTO SEM LUTA, SEM PRESSÃO, SEM ALTAS OU BAIXAS TEMPERATURAS. SUSPENSÃO.MC²

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Procuro um texto para duas atrizes e um elefante
Algo inusitado, marcante
Pode ser um texto de teatro,um conto , uma canção.
Preciso de palavras, cenas, composição, virtuose, quem sabe simplicidade.
Preciso de um produto
Preciso de grana
Preciso da sorte
Aliás alimentar um elefante que seja do tamanho da minha fome de arte e de vida me parece quase tão distante, talvez irreal para o mundo das práxis de consumo líquido.
Eu gostava na verdade de tatu bola, aquele bichinho tem uma capacidade virtuosa de se proteger, meus sonhos pareciam simples.Hoje sonho com um elefante em toda sua majestade, sem esforço algum e de um exotismo ímpar mas tão desprotegido e ingênuo. Mas mesmo assim eu insisto preciso de um texto para duas atrizes e um elefante. Essa paranóia delirante não dá paz.
Um texto , escrevo um texto.
Aqui despretenciosamente. Algo que começaria talvez...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Me chamam pós-moderno
Bricolando
Sobrepondo
Pastichisando
Copiando

Me chamam de esquizofrênico
Morto sujeito
Cindido
Aprisionado no eterno presente

Sou sem ser
Sem compromisso com a Ética, Estética, Moral, Política...
Nem mesmo prostrado, inerte só consumindo oxigênio próximo das minhas ventas
Se me chamam SEM COMPROMISSO, grito!

Não falo para que existo
Falo porque sinto e desse instante
APAREÇO
Se for só um espectro, troque as lentes.
Seus olhos não enxergam adiante.
MC²

domingo, 10 de abril de 2011

VAMOS PENSAR?

"O pensamento não é um conceito, mas a quebra das relações entre os conceitos individuais, isolados em seu esplendor como sistemas galácticos, vagando na mente vazia do mundo. "
Frederic Jameson

FUDEU! então nem penso, nem existo, porque meu pensamento é tão meu, isoladO. OU será que tem uns loucos aí que queiram compartilhar comigo do meu pensamento pra realmente virar um 'pensamento' ?

terça-feira, 29 de março de 2011

Fascinante mundo de gente!
Nasci e parei para contemplar as pessoas. É uma das coisas que mais me instiga, posso passar horas só olhando os seres humanos ao vivo , nada de reality shows, assim carne a carne com direito a calorzinho e cheirinho do outro. Me sinto tão louca quando me flagro absorta observando,quase me denuncio disfarçando o olhar que parece indiscreto demais para não parecer uma pessoa assim, como vou dizer, reparadora , bisbilhoteira, invasiva e às vezes até invejosa.
Nesses momentos acho que vôo tão alto que não sinto as distâncias, o entupimento do metrô ,o cansaço ou se os hormônios fritando os nervos. Ai , ai eu estivesse, na altura, alta por sinal, dessa minha vida, num consultório ouvindo histórias e mazelas da vida alheia? Será que já teria escrito algum livro? Ou estaria no décimo surto?
Faz tempos que não escrevo, tantas coisas aconteceram. E agora estou pensando no futuro. Nunca em toda minha vida o futuro foi tão presente. E que futuro presente que me atreve com sua petulância em me fazer pensar em uma vida mais concreta aterrada?Achei que resistiria a essa rasteira do tempo. Mas confesso que as vezes disfarço minha frustração e percebo que ali, no reflexo da minha imagem, eu já não sou eu. Talvez duas ou três, talvez os novos traços na expressão do rosto. Um rosto mais definido pelo tempo. Eu e o rosto. Eu e o tempo. Sem solucionática, anos de arte, filosofia e terapia para me resolver com esse senhor aí.
Por outro lado, os pés , pés , dos pés sinto mais a força da terra.

(alguns dias de decanto)

No que tange a temeridade penso FUTURO
No que tange a seguridade penso FUTURO
No que tange a minha arte PREOCUPO
Se não padeço CONTINUO.
Se INSISTO
Quem sabe PERPETUO

(hoje presente incerto de outrora)

Ponto de uma vírgula infinita
MC²


sexta-feira, 25 de março de 2011

Nasci de um ovo rosa grande
Minhas mãe uma pata branca neve , linda!
Mas pequena.MC²

segunda-feira, 14 de março de 2011

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

sábado, 22 de janeiro de 2011

"ÓPERA DAS VIVOS" nova peça da Cia. do Latão, IMPERDÍVEL!!!!






quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Conheci o Tashimahal entre suas pernas. MC²

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

COMO VEM O MEDO

De como veio sólido movimento
plasmo, incômodo, torto
Foi parado sentado
atônito ficando

MEDO que engole palavras à seco
MEDO inesperado momento

PRESO

Abre porta de vento pra respirar ar corrente fresco
É a cabeça manipulando dentro
Calculando imagens , sons, enxergando nada
mas construindo templos

MEDO violento desespero
suspirando descompasso
fugindo fôlego
abraçando o abismo do tempo.

MEDO criado em cativeiro
Vira prisioneiro quem clama seu nome
Esperando desamparo
Separando o aqui fora dos acontecimentos. MC²