quinta-feira, 1 de junho de 2017

Perdi um poema que foi escrito pra mim naquele livro que venderam sem me pedir... Perdi um bocado de coisas ... mas ganhei tantas também ... Nessa história de se perder tem encontro também... tem descobertas, tem um negocinho que se sente quando você olha pra trás e percebe que a caminhada foi longa e perigosa...O sabor da conquista é único e pode até durar pouco mas é tão importante para ir a frente ... acreditar... Ando acreditando como há tempos não acreditava...
O poema foi de um boêmio, um dos primeiros caras que conheci em Sampa, ele se chamava Marcelo e andava com a turminha do Vidal, naquela época ainda existia o Café do Bexiga e foi lá que o conheci..

  Era mais ou menos assim ... 

 " Se ser se como fosse 
    Se ser lia não seria 
    Cecília ... "


Um poema, um livro perdidos e uma alma viva !!

Ahh o livro era "Monólogos da Vagina"
                                                                 MC²

terça-feira, 9 de maio de 2017

G - Achei que você não curtia

B- Não é isso. Mas eu saquei quando você tentou esconder

G -  Eu não te conheço

B- Deixa pra lá. Agora você  faz e tá tudo certo

G - Eu não era assim  desse jeito, eu acho que mudei

B - A gente muda , é inevitável. Você acha que isso vai passar ? Não vai.

G-  Agora você vai sentar, precisamos conversar

B- Outro dia , já está tarde demais





















Simplesmente feliz ... Acordei e tenho acordado assim, feliz ... De repente, sinto-me forte, segura e viva como nunca! Acreditando e vivenciando o presente. Agradecendo pelos dias, pelo céu, lua, dia como nos velhos tempos... mas consciente de que sou outra. Obrigada vida!!!!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Se deve
As cartas embaralhadas na mesa
É ouros sem espada
É copas

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Escritos perdidos no tempo


Essa temporalidade abstrai qualquer pensamento. Enquanto a vida se  resolve pela sua própria  naturalidade de "ser" . É possível que algum material inconsciente escondido nos recônditos sóbrios das reminiscencias aflorem de maneira sublimatória, livre e até expressivas demais.
  A liberdade é assim, essa maneira desprotegida,inocente, artística, às vezes excludente. Embora a experiência acrescente enquanto saber e maturidade nunca se estará livre o suficiente para vivê-la. A juventude reforça os heróis, a revolução, o sonho que nessa fase da vida é a própria liberdade.
Como então não desejar o sonho ? E o por quê dessa fatalidade ? Se desconsiderarmos as influências sócio-culturais, onde estará a essência desse sonhar ?
   Me parece que o sonho tem um conteúdo extremamente burguês, afinal, o que podemos dizer do andarilho muito bem descrito por Nietzsche? O andarilho não sonha, vive o instante porque acredita na vida. Ele reconhece e aceita o sofrimento e se exalta com a beleza da natureza. Para ele viver um dia após o outro, nem sonho, nem metas. Simplesmente, a celebração da vida...
(Achei esse rascunho em uma pequena folha de papel há poucos dias, independente do conteúdo, a filosofia sempre me excita - imagino que deve ser algo entre 2005 -2008 )

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Minha alma empapada ... decerto que não a sinto, não a vejo tão nítida. Há um espanto com o tempo, uma discordância com os fatos. Difícil voltar atrás, difícil encontrar o que se foi ... Minhas pernas estão mais vigorosas, suportam mais o peso dos anos... eles são ... como tem que ser ... como se suporta ser...  Da experiência das coisas boas é muito raro conseguir esquecer... e ...poderia ser mais simples...