domingo, 22 de junho de 2008

Quem? Não!! Outro.

Tô publicando esse negócio que escrevi outro dia, num terminei mas, de repente, alguém dá sugestão, acho que pode virar um conto, saka?
Quem e Outro é o nome mesmo das personagens


Enquanto o Outro andava pelas coxas, saraculexando a bengala gasta pelas beradas da calçada suja, Quem pingava fogo nas cadeiras de uma rapariga numa esquina do centro velho da cidade. Fazia frio de arranhar os dentes e os cabelos...Outro só saia de casa para fazer aquilo que fosse sobrevivência assim como reabastecimento de alimentos, porque comer mesmo comia mal, tinha preguiça de cozinhar.Passava madrugadas inteiras rascunhando idéias para seu livro,sozinho. Só chá e conhaque era o que o aquecia.Enrolado no edredon, computador ligado,meias encardidas de arrastar no piso empoeirado do seu apartamento,às vezes cochilava encima da escrivaninha, quando não se distraia tricotando. Era rápido com a lã, em poucos minutos tecia até 15cm de malha....MC²


Quem pode ser qualquer um mas OUtro não.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

segunda-feira, 12 de maio de 2008

CHUCHU ZUEIRO

chuchuzinho prantado na minha roseira , vai subindo, subindo, embrenhando pelos canto, fazendo sombra refrescando sugando caldo da terra servido com angu e quiabo na panela de pedra... êta que eu vi um chuchu se enroscando pro lado dumas rosera... tava todo atrevido soltanu uns espinho e um leite aguado desses que solta na mão quando se panha a fruta ainda verde no pé... É minino... lá vai ele, chuchuzeiro sem as vergonha, assanhando pelas frestas de luz... te digo que um dia ainda apanho esse cabra e sirvo quente na minha marmita...

sexta-feira, 2 de maio de 2008

CABEÇA DE TERRA

MC²

As pessoas me pergunta qual meu nome e eu não sei... aliás eu sei sim... às vezes sou Sabrina, outras vezes minhoca, rosa, ponte, pé... Não gosto de ter um nome só não... prefiro ser o que eu quiser, conforme abre o dia já sei o que eu quero ser...Outro dia a mulher queria comprar comida pra mim, aí veio conversar querendo saber meu nome... ela tomou um susto porque naquele dia eu me chamava morte...ela foi embora correndo...
Também não tenho casa não, prefiro as paradas. Eu vou parando...mas nunca paro de andar... gosto de sai pela estrada, chegar numa parada... aí primeiro experimento a terra, se ela for boa fico uns tempo. O mais curioso é que num tem terra igual, cada uma é de um jeito, tem umas que são mais doce, outras mais salgada, tem umas colorida...Primeiro eu sinto na cabeça, ponho a terra na cabeça que é pra sentir suas vibrações, depois provo um pedaço...às vezes faço até um cigarrinho... Já aconteceu de prova a terra quando to indo embora e a terra tá diferente...quando isso acontece fico curiosa pra saber o que eles tão colocando nela...
A coisa que eu mais gosto de fazer é ver o sol escondendo atrás dos morro. Quando chega no final da tarde, gosto de parar, fica quietinha só olhando pro céu... dá uns barato muito louco, muito melhor que uns chás que a gente toma aí no meio do mato...Teve uma vez que achei que o sol tava dentro de mim...achei que ia derreter, começou a saí água do meu corpo todo... das costas, dos pé, dos olhos, achei que eu nunca mais ia para de escorrer.... Menino o negócio era bom demais... fiquei um tempão parada só escorrendo, depois parece que alguém tinha atiçado fogo em mim... saia pulando que nem um cabrito, rindo que nem bobo...tudo que olhava ria e tudo que via parecia que tava dentro de mim, eu era um tanto de coisa ao mesmo tempo...doidera doida demais...
Não gosto de ter medo, uma vez eu tive muito medo....tava na estrada de bobeira fazendo uma curva cumprida e bem fechada... um cachorro me resolve atravessar a estrada bem no meio da curva...aí veio um desses caminhão grande, sabe? É esses bichão grande que a roda é do tamanho da gente... aí o caminhão veio lenhado passou encima do cachorro e o cachorro explodiu, voou pedaço pra tudo conte lado... sabe bola de sabão quando estoura, quando ce vê num existe mais....não aguentei chegar perto... fui embora... mas fiquei com tanto medo que o espírito do bichinho viesse me perturba que acabei voltado lá, num tinha mais nada, mas ainda encontrei uns ossos num cascalho lá.... enterrei o bichinho, rezei e até cantei um hino:
“Vai com Deus bichinho, vai com Deus bichinho, vai com deus....em paz e com os anjinhos”.
Eu sou a rainha do sofá, já encontrei tanto sofá legal na rua, o último que achei era vermelho e grande, dava até pra ter uma coleção de sofá. As pessoas podiam adotar os sofás, eles devem se sentir muito abandonado...um dia ainda vou fazer um prédio de sofá, tem tanta gente que quer ter uma parada só sua...Esse povo que gosta de faze a rua de parada acaba bebendo demais, tão tudo podre de tanta cachaça é gente que pensa pouco ou já pensou demais aí fica tudo lelé...num são bom da cabeça porque fica parado, num anda nem um tequinho...acho que querem tudo ser estrela, fica aí na rua, um dia vem alguém aí grava os cara, e os cara vira artista, passa na televisão. Eu gosto de vê televisão, às vezes tem numas parada na beira da estrada...quando é assim fico vendo um tempão. Vi uma vez um menino loirinho, era um príncipe que cuidava de uma rosa, depois encontrava com a raposa... ele vivia num mundo diferente...depois que vi esse filme comecei a prestar mais atenção onde eu piso vai que to pisando numa flor...Eu gosto das novela também, só acho que tem muita gente ruim, né?
O povo das novela é muito invejoso, brigam por qualquer coisinha, se eu um dia encontrar com eles vou falar pra eles não ser tão assim ruim...
Eu sou boa roubo pouco, mato menos.
Pessoas escorrem pelos dedos,
bundas, nervos
Pessoas correm de medo
de perder o trem
correm de medo
de amar quem lhe quer bem

Pessoas que correm
escorrem olhares
frouxos velozes
tensos pobres

Escorrem pessoas dos prédios
sem história
desconexos
trôpegos de tédio

Pessoas escorrem
discorrem o trágico fim
de algum dia ensoparem
em qualquer canto vazio


segunda-feira, 24 de março de 2008

TERROR:
sangue, armas, bombas, nenhuma razão
ou as mais justas, mais sérias, mais revolucionárias
Terror aterro embotamento
Explosão
Pelo tenro amanhã, o Terror.
Silêncio

domingo, 17 de fevereiro de 2008

De Arquiteto e Imperador Nós Temos um Pouco

O acidente incidente promoveu o encontro dos quatro
dentre eles Imperadores, Arquitetos, Mineiros e Santistas
debaixo da terra, no buraco quase inóspito,se não fosse as baratas gigantes, as almas das personagens, os fantasmas reminiscentes e ,claro, o rapaz chamado Ricardo que dificil vê a luz do dia.
O fato é que nessa caixa ilha consagramos o trabalho de dias
O nossos despertares eram pálidos e preocupados
Fizemos os cavalos mais exóticos,
Cruzamos zebras, cabritos, patos, galinhas
Perguntamos sobre a felicidade
Abrimos feridas, frieiras
Demos faxina
Começamos a limpar aquilo que convinha
Deixando as energias cotidianas em busca de novas formas de vida
A exposição, o cansaço, a ansiedade, atacaram como inimigos
Os medos fizeram-nos agachar nas nossas trincheiras esperando que tudo pudesse acabar logo

Fomos à vários lugares dentro de um

Encontramos personagens, nossos próprios personagens

Por um tempo pensamos comandar a natureza, várias vezes acendemos e apagamos as luzes. Fizemos assim sem saber porque... mas por causa das nossas inseguranças tivemos que poupar nossa arrogância e impertinência, deixando a própria mãe natureza curar as dores, acalantar as angústias, trazer consciência para as impulsividades...

Respiração pra construir e ter coragem de remar a outras ilhas...


Amor pra entender que realmente não temos sorte


Porque não precisamos de sorte quando conhecemos a filosofia


Não precisamos mais de tanta civilização


Se a morte deve ser comida, digerida, absorvida cada dia


Apostar que a vida têm justificativa, é pra quem não tem coragem de se perceber


Portanto, Viva Nus!!!!

domingo, 10 de fevereiro de 2008

SABE COMO EU IMAGINO A FELICIDADE?

A felicidade é parar o tempo ao lado da vida
e perceber que se o tempo não passa a vida não acontece
os sentimentos e as emoções não transformam
e perceber que a vida é o tempo escorrendo da cabeça aos pés
virando lágrimas, saliva, suor.
E quando o tempo ainda não tiver fim
a vida renasce na morte
girando ao avesso
recomeçando fértil criança
nos milésimos, centésimos de segundos, segundos, minutos
A sequência vira arte...Felicidade

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

O casamento da prima amada


O Amor é assim...
só quem não tem não sente...
Êta noiva arretada essa, AMO-TE prima ...Esse amor ...