podres sementes podres chamada falcidade!!
sementes plantada em terra de angustia, aonde kualker coisa nasce mais morre rapido como um ser codenado a morte..
os musgos nogento q nos persegue q tenta tampa nossa boca
q horror
isso é e sempre será akilo e akeles q vai sempre tenta impedir vc de viver
mas nossa vc tem sim a força dos cloros da vida,
tem um brilho unico de um ser q superou e sempre vai superar muito
kuando lodo e mofo vinhé te atormentar
ande se movimenta vá por mais q angustia steja no pescoço
viva sinta se vivo sinta se q algo diferente vc tem q fazer
vc é diferencial para mundo
meu querido Mr. Julio
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
domingo, 16 de agosto de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Alcoólicas
de Hilda Hilst
É crua a vida. Alça de tripa e metal.
Nela despenco: pedra mórula ferida.
É crua e dura a vida. Como um naco de víbora.
Como-a no livor da língua
Tinta, lavo-te os antebraços, Vida, lavo-me
No estreito-pouco
Do meu corpo, lavo as vigas dos ossos, minha vida
Tua unha plúmbea, meu casaco rosso.
E perambulamos de coturno pela rua
Rubras, góticas, altas de corpo e copos.
A vida é crua. Faminta como o bico dos corvos.
E pode ser tão generosa e mítica: arroio, lágrima
Olho d'água, bebida. A Vida é líquida.
(Alcoólicas - I)
* * *
Também são cruas e duras as palavras e as caras
Antes de nos sentarmos à mesa, tu e eu, Vida
Diante do coruscante ouro da bebida. Aos poucos
Vão se fazendo remansos, lentilhas d'água, diamantes
Sobre os insultos do passado e do agora. Aos poucos
Somos duas senhoras, encharcadas de riso, rosadas
De um amora, um que entrevi no teu hálito, amigo
Quando me permitiste o paraíso. O sinistro das horas
Vai se fazendo tempo de conquista. Langor e sofrimento
Vão se fazendo olvido. Depois deitadas, a morte
É um rei que nos visita e nos cobre de mirra.
Sussurras: ah, a vida é líquida.
(Alcoólicas - II)
* * *
E bebendo, Vida, recusamos o sólido
O nodoso, a friez-armadilha
De algum rosto sóbrio, certa voz
Que se amplia, certo olhar que condena
O nosso olhar gasoso: então, bebendo?
E respondemos lassas lérias letícias
O lusco das lagartixas, o lustrino
Das quilhas, barcas, gaivotas, drenos
E afasta-se de nós o sólido de fechado cenho.
Rejubilam-se nossas coronárias. Rejubilo-me
Na noite navegada, e rio, rio, e remendo
Meu casaco rosso tecido de açucena.
Se dedutiva e líquida, a Vida é plena.
(Alcoólicas - IV)
* * *
Te amo, Vida, líquida esteira onde me deito
Romã baba alcaçuz, teu trançado rosado
Salpicado de negro, de doçuras e iras.
Te amo, Líquida, descendo escorrida
Pela víscera, e assim esquecendo
Fomes
País
O riso solto
A dentadura etérea
Bola
Miséria.
Bebendo, Vida, invento casa, comida
E um Mais que se agiganta, um Mais
Conquistando um fulcro potente na garganta
Um látego, uma chama, um canto. Amo-me.
Embriagada. Interdita. Ama-me. Sou menos
Quando não sou líquida.
(Alcoólicas - V)
de Hilda Hilst
É crua a vida. Alça de tripa e metal.
Nela despenco: pedra mórula ferida.
É crua e dura a vida. Como um naco de víbora.
Como-a no livor da língua
Tinta, lavo-te os antebraços, Vida, lavo-me
No estreito-pouco
Do meu corpo, lavo as vigas dos ossos, minha vida
Tua unha plúmbea, meu casaco rosso.
E perambulamos de coturno pela rua
Rubras, góticas, altas de corpo e copos.
A vida é crua. Faminta como o bico dos corvos.
E pode ser tão generosa e mítica: arroio, lágrima
Olho d'água, bebida. A Vida é líquida.
(Alcoólicas - I)
* * *
Também são cruas e duras as palavras e as caras
Antes de nos sentarmos à mesa, tu e eu, Vida
Diante do coruscante ouro da bebida. Aos poucos
Vão se fazendo remansos, lentilhas d'água, diamantes
Sobre os insultos do passado e do agora. Aos poucos
Somos duas senhoras, encharcadas de riso, rosadas
De um amora, um que entrevi no teu hálito, amigo
Quando me permitiste o paraíso. O sinistro das horas
Vai se fazendo tempo de conquista. Langor e sofrimento
Vão se fazendo olvido. Depois deitadas, a morte
É um rei que nos visita e nos cobre de mirra.
Sussurras: ah, a vida é líquida.
(Alcoólicas - II)
* * *
E bebendo, Vida, recusamos o sólido
O nodoso, a friez-armadilha
De algum rosto sóbrio, certa voz
Que se amplia, certo olhar que condena
O nosso olhar gasoso: então, bebendo?
E respondemos lassas lérias letícias
O lusco das lagartixas, o lustrino
Das quilhas, barcas, gaivotas, drenos
E afasta-se de nós o sólido de fechado cenho.
Rejubilam-se nossas coronárias. Rejubilo-me
Na noite navegada, e rio, rio, e remendo
Meu casaco rosso tecido de açucena.
Se dedutiva e líquida, a Vida é plena.
(Alcoólicas - IV)
* * *
Te amo, Vida, líquida esteira onde me deito
Romã baba alcaçuz, teu trançado rosado
Salpicado de negro, de doçuras e iras.
Te amo, Líquida, descendo escorrida
Pela víscera, e assim esquecendo
Fomes
País
O riso solto
A dentadura etérea
Bola
Miséria.
Bebendo, Vida, invento casa, comida
E um Mais que se agiganta, um Mais
Conquistando um fulcro potente na garganta
Um látego, uma chama, um canto. Amo-me.
Embriagada. Interdita. Ama-me. Sou menos
Quando não sou líquida.
(Alcoólicas - V)
domingo, 5 de julho de 2009
sexta-feira, 26 de junho de 2009
domingo, 21 de junho de 2009
AO ASFALTO DA CARNE
ESSA ESTATÍSTICA SEM ROSTO E CARNE SANGUE
RECOLHENDO O MORTO DOS SENTIDOS PRENHOS CRIATIVOS
CARNE ROTA ASFALTADA
SONHOS DE VONTADES NÃO PARIDAS
E DO GRITO QUE SE QUER VOMITAR
PRA SUSPIRO AFAGAR
CARNE SANGUE ENTREGUE AOS ABUTRES FEDORENTOS
ESTANCADORES DE BEXIGAS
AMORES DA NOITE
SURPRESAS PREVISÍVEIS
AMORES DO DIA INALCANÇÁVEIS FILOSOFIAS
COMIDAS COM REFINAMENTO DE BURGUESIA
CARNE CRUA
CARNE SUA
SUADA CARNE
MELANCOLIA
TROUXERAM CAMISINHA? MC²
RECOLHENDO O MORTO DOS SENTIDOS PRENHOS CRIATIVOS
CARNE ROTA ASFALTADA
SONHOS DE VONTADES NÃO PARIDAS
E DO GRITO QUE SE QUER VOMITAR
PRA SUSPIRO AFAGAR
CARNE SANGUE ENTREGUE AOS ABUTRES FEDORENTOS
ESTANCADORES DE BEXIGAS
AMORES DA NOITE
SURPRESAS PREVISÍVEIS
AMORES DO DIA INALCANÇÁVEIS FILOSOFIAS
COMIDAS COM REFINAMENTO DE BURGUESIA
CARNE CRUA
CARNE SUA
SUADA CARNE
MELANCOLIA
TROUXERAM CAMISINHA? MC²
terça-feira, 16 de junho de 2009
"Que fosse sendo como sendo o trivial do viver feito uma água, dentro dela se esteja, e que tudo ajunta e amortece - só rara vez se consegue subir com a cabeça fora dela, feito um milagre: peixinho pediu. Por que? Diz-que-direi ao senhor o que nem tanto é sabido: sempre que se começa a ter amor a alguém, no ramerrão, o amor pega e cresce é porque, de certo jeito, a gente quer que isso seja,e vai, na idéia,querendo e ajudando; mas, quando é destino dado, maior que o miúdo, a gente ama inteiriço fatal, carecendo de querer, e é um só de facear com as surpresas. Amor desse cresce primeiro; brota é depois"
João Guimarães Rosa
João Guimarães Rosa
CA LA CILDA
Cade la
Cac ilda
Ca ciana
Inflama
Vento da boca
Parida de um grito mudo
cuspido na marmita
de nego branco
Cadê ela?
maldita da cidade
em trapos de barbaridade
assumida diaba
embucetada perdida na noite fria gemia
Ca la
safada encardida
dada autonomia
comprou carta de auforria
da pia saiu com saia voadora
num rabo de arraia
sumia...
cade la mulher aparecida?
em altar de padroeira
Morreu. MC²
Cac ilda
Ca ciana
Inflama
Vento da boca
Parida de um grito mudo
cuspido na marmita
de nego branco
Cadê ela?
maldita da cidade
em trapos de barbaridade
assumida diaba
embucetada perdida na noite fria gemia
Ca la
safada encardida
dada autonomia
comprou carta de auforria
da pia saiu com saia voadora
num rabo de arraia
sumia...
cade la mulher aparecida?
em altar de padroeira
Morreu. MC²
domingo, 7 de junho de 2009
UM DIA , UMA VIDA
Lubrificar as ventas
Atropelando os sentidos pra encontrar a prosódia perfeita
Num mundo aturdido de sentidos próprios expropriados pela humanidade subserviente dos dotes mercantis, mercantilizados, merdiculotizados, enguiçados em oficinas rotativas prestadoras e fornecedoras de seus ISOS etcrizados. Uma epidemia, um cancro, cancerizando a vida que existe, fagocitando até as beiras sem eiras de nossos recantos silvestres. UM HOMEM QUE PROCURA A CURA ESTÁ CORRENDO.
A CULPA pela morte da vida?
De que tamanho é a responsabilidade que consigo assumir?
Enquanto algumas bicicletas querendo voar por aí, me invejam e ao mesmo tempo reprimem sentimentos tão sublimes de querência e aconchego, pois o desejo está nos olhos do outro uma vez que sou porque permanentemente estou, estou.com.br. De todas as regras a que mais aprendi foi me livrar delas me aprisionando em minhas querelas e murmúrios de alguns mundos pessoas que conheci. Nunca fui boa de etiqueta mesmo, mas se a verdade dos seus olhos brilha, abro minha guarda e também me ofereço como guia. Não importa a distância, posso passar dias com o reflexo de sua pupila nas minhas retinas sem piscar pra não me tornar presa fácil dos banidos desse paraíso. Sou fã da experiência. Sem dúvidas, a melhor pedagogia. No entanto, pra ela não se tem metodologia, só vire a curva pra ver o que aparece na esquina, ou então arrisque cara ou coroa pra esperar a chuva. A chuva que virá desses tempos de melancolia, de previsões catastróficas sobre o planeta ou, se não, a chuva chamando o rito pra lavar a tristeza na fonte depois do alívio da descida arriscada no profundo de nós mesmos. A chuva virá em cascata, garoa, tempestade mas virá pra cumprir seu ciclo escorrendo,alimentando a vida, quiçá a destruindo.
Eu quero me transformar em água pra deslizar suave pelo seu corpo, ressecado e sugado pelas estradas, trilhas e amontoados de gentes que passaram ou que estão vindo, quero ser só uma gotinha dançando e penetrando seus poros, chegando até às suas glândulas, artérias, vísceras, venículas, hidratando sua pele, seus pelos, sua boca , sua antropofagia.Sem sofrer metabolismos vou escolher um cantinho pra repousar, ali quero ficar até que a chuva lave dissolvendo no plasma de cada célula filigranas desse sentimento que me acomete neste instante.
E assim, mesmo estando em lugares diferentes vou encontrar com a morte sem CULPA e sem correrias pois já não sou do tamanho da minha responsabilidade. MC²
Atropelando os sentidos pra encontrar a prosódia perfeita
Num mundo aturdido de sentidos próprios expropriados pela humanidade subserviente dos dotes mercantis, mercantilizados, merdiculotizados, enguiçados em oficinas rotativas prestadoras e fornecedoras de seus ISOS etcrizados. Uma epidemia, um cancro, cancerizando a vida que existe, fagocitando até as beiras sem eiras de nossos recantos silvestres. UM HOMEM QUE PROCURA A CURA ESTÁ CORRENDO.
A CULPA pela morte da vida?
De que tamanho é a responsabilidade que consigo assumir?
Enquanto algumas bicicletas querendo voar por aí, me invejam e ao mesmo tempo reprimem sentimentos tão sublimes de querência e aconchego, pois o desejo está nos olhos do outro uma vez que sou porque permanentemente estou, estou.com.br. De todas as regras a que mais aprendi foi me livrar delas me aprisionando em minhas querelas e murmúrios de alguns mundos pessoas que conheci. Nunca fui boa de etiqueta mesmo, mas se a verdade dos seus olhos brilha, abro minha guarda e também me ofereço como guia. Não importa a distância, posso passar dias com o reflexo de sua pupila nas minhas retinas sem piscar pra não me tornar presa fácil dos banidos desse paraíso. Sou fã da experiência. Sem dúvidas, a melhor pedagogia. No entanto, pra ela não se tem metodologia, só vire a curva pra ver o que aparece na esquina, ou então arrisque cara ou coroa pra esperar a chuva. A chuva que virá desses tempos de melancolia, de previsões catastróficas sobre o planeta ou, se não, a chuva chamando o rito pra lavar a tristeza na fonte depois do alívio da descida arriscada no profundo de nós mesmos. A chuva virá em cascata, garoa, tempestade mas virá pra cumprir seu ciclo escorrendo,alimentando a vida, quiçá a destruindo.
Eu quero me transformar em água pra deslizar suave pelo seu corpo, ressecado e sugado pelas estradas, trilhas e amontoados de gentes que passaram ou que estão vindo, quero ser só uma gotinha dançando e penetrando seus poros, chegando até às suas glândulas, artérias, vísceras, venículas, hidratando sua pele, seus pelos, sua boca , sua antropofagia.Sem sofrer metabolismos vou escolher um cantinho pra repousar, ali quero ficar até que a chuva lave dissolvendo no plasma de cada célula filigranas desse sentimento que me acomete neste instante.
E assim, mesmo estando em lugares diferentes vou encontrar com a morte sem CULPA e sem correrias pois já não sou do tamanho da minha responsabilidade. MC²
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