MEU CORPO É UM INFINITO DE LÁBIOS BOCAS PEITOS. MC²
terça-feira, 22 de abril de 2014
Toda esperança cansada
ouve vozes
Todo coração partido
Muda o sentido
Já não se pode mais acreditar quando o fato é memória
Resto.
As flores murcharam de calor
As flores queimaram no frio
Alimentar é saber combinar as diferenças e suas propriedades
Vai longe céu
Cru azul passageiro
Os corvos desceram
Na estrada contas
Contos
Viveiros .
MC²
Paris , 24/03/2014
ouve vozes
Todo coração partido
Muda o sentido
Já não se pode mais acreditar quando o fato é memória
Resto.
As flores murcharam de calor
As flores queimaram no frio
Alimentar é saber combinar as diferenças e suas propriedades
Vai longe céu
Cru azul passageiro
Os corvos desceram
Na estrada contas
Contos
Viveiros .
MC²
Paris , 24/03/2014
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
O Que Há
O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A sutileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço..."
Álvaro de Campos
O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A sutileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço..."
Álvaro de Campos
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Em 2013, tive que aceitar a morte daquilo que está vivo, não obstante, o nosso calendário também representa ciclos de morte e vida. De fato, a lógica poderia ser outra mas... aqui estamos celebrando a passagem seja pela morte do passado ou pela expectativa do futuro. As representações sinalizam possíveis caminhos, dentro de nós sempre há um desejo de mudança. Gostaria , agora , de estar não só neste lugar mas em muitos outros ao mesmo tempo. Gostaria de não ser nada, apenas estar presente. Gostaria que minha mente e meu corpo estivessem em perfeita harmonia, sintonizados. Mas o que me adianta achar que gostaria de algo sem que este exista? O que me adianta a a esperança se me tenho dividida entre o passado e o futuro?
Ainda estou em 2013 e o tempo não existe . Se há como resolver todos os conflitos há de ser agora. Sem ressentimento, sem expectativas.Eu nunca fui e quiçá serei , eu permaneço sentada nesta cama em silêncio ouvindo o teclar do IPad. Eu insisto que as palavras sejam tomadas pelas minhas mãos, e assim, meu esforço é presente, meu presente para mim mesma. Eu me acostumo de novo comigo, eu me acaricio, eu toco meu sexo, eu sinto prazer comigo novamente, celebro a vida.
Não quero desejar nada a ninguém porque desejo não se deseja se sente, mas espero que a morte encontre a vida ou muitas outras vidas.
domingo, 29 de setembro de 2013
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Os dias são tao imprevisíveis ...
As noites muitos sons...
Cena:
Janela aberta de uma casa de vila , dois gatos de costas , mulher olhando no mesmo sentido, sons de avião. Sons de todas as partes;
SOLIDÃO
O tempo...dilatado...
tudo parece estar dentro, ecoando no vazio.
Por todas as partes lembranças, imagens, o corpo do outro...
Mas aqui dentro cabeça e corpo tentando se encontrar.
A dor, PRINCÍPIO DA REALIDADE
O PRAZER...A SAUDADE...
TEMPO
tudo lento demais. É muito difícil matar aquilo que está vivo.
Ainda não é o momento de rascunhar, talvez sim.
Mas é preciso imprimir algo pra saber que estou aqui.
Corpo...
As noites muitos sons...
Cena:
Janela aberta de uma casa de vila , dois gatos de costas , mulher olhando no mesmo sentido, sons de avião. Sons de todas as partes;
SOLIDÃO
O tempo...dilatado...
tudo parece estar dentro, ecoando no vazio.
Por todas as partes lembranças, imagens, o corpo do outro...
Mas aqui dentro cabeça e corpo tentando se encontrar.
A dor, PRINCÍPIO DA REALIDADE
O PRAZER...A SAUDADE...
TEMPO
tudo lento demais. É muito difícil matar aquilo que está vivo.
Ainda não é o momento de rascunhar, talvez sim.
Mas é preciso imprimir algo pra saber que estou aqui.
Corpo...
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
SI FA CE
Si folópodo
Si falácio
Ce faláceas
Ce flastos tecuns pronobis
Si tocáceos enterius serius
Si floflacios,
Si misterius
plastos camus travos anderos metros caros
Si fudeos comis zerum
Censurados queres pastos
Castracéos
Sebáceos
Erum
Si si si florestáceos
Ecum
Ventre destres rarum
SP , 25/10/2010 MC²
SP , 25/10/2010 MC²
Hoje depois de muito tempo sem escrever acabo de encontrar esse rascunho escondido há quase um ano mas é tão atual que estou assustada.
As palavras fugiram das minhas mãos,
precisaria driblá-las, metê-las a gol para conseguir cravá-las e materializar toda essa dor.
Como não?
Estão vazando pelos meus poros, orifícios há tempos
Já não sei o que é memória de deslizar o roto lápis no papel.
Esqueci também quem fui
Talvez tenha uma vaga lembrança de quem sou.
Alteridade essa que me perturba.
Nunca o outro foi um poço tão escuro e profundo sem palavras, sem razão
Só
coração.
Tomar as palavras que possuem meus buracos agora, talvez, aliviem esse peso de amar sem medidas ou amar com tantas medidas.
Venham me possuir rainhas de meus lábios, coloquem em minha boca a saliva mais saborosa, o doce mais rico, o sal mais nutrido.
Só.
As palavras fugiram das minhas mãos,
precisaria driblá-las, metê-las a gol para conseguir cravá-las e materializar toda essa dor.
Como não?
Estão vazando pelos meus poros, orifícios há tempos
Já não sei o que é memória de deslizar o roto lápis no papel.
Esqueci também quem fui
Talvez tenha uma vaga lembrança de quem sou.
Alteridade essa que me perturba.
Nunca o outro foi um poço tão escuro e profundo sem palavras, sem razão
Só
coração.
Tomar as palavras que possuem meus buracos agora, talvez, aliviem esse peso de amar sem medidas ou amar com tantas medidas.
Venham me possuir rainhas de meus lábios, coloquem em minha boca a saliva mais saborosa, o doce mais rico, o sal mais nutrido.
Só.
Mensagem de banheiro
" Não seja escravo do seu passado. Mergulhe em mares grandiosos , vá bem fundo e nade até bem longe, e voltarás com respeito por si mesmo, com um novo vigor, com uma experiência a mais que explicará e superará a anterior"
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)
