domingo, 7 de junho de 2015

REBELDIA PRA VIVER!!!

Rebeldia pra viver, sempre!...
No entanto, pensando dialeticamente, a rebeldia é muito mais interessante quando propositiva, sugestiva, reflexiva, rebeldia pra construir novos paradigmas... Rebeldia pra descontruir certezas, "caozificar", perder noções e memórias cotidianas....
Rebeldia vadia quando não se quer nada, apenas ficar e estar, também é producente...
Mas, e a rebeldia do EU QUERO?
Até quando isso é rebeldia ou capricho?
Querer é importante, desejar é legítimo, mas até que ponto essa afirmação já não sugere o ciclo alienante da neurose do lugar comum, do SENSO COMUM?
É confortável ser "comum", querer o que todos querem também?
Querer rebeldias pra inverter, subverter, DESENCOBRIR, DESNUDAR, DESVELAR...(acho que já tô caindo no comum,rsrsrrsr)
MC²
postagem registrada no blog da F10 em 3/10/2008

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Só de si sol
Voltar a partícula
Amar o mínimo. MC²

https://www.youtube.com/watch?v=r693DBt7Qqw

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Criei pra mim , fausto de um opróbrio, uma pompa de dor e de apagamento. Não fiz da minha dor um poema, fiz dela, porém , um cortejo. F.P

sábado, 10 de janeiro de 2015

Tudo não aceito
Perder de vista como louco
Inadequado , vulgar
Faço barulho
Incomodar
Desajeitar
Quanto mais procuro mais me perco
Disseram pra fazer assim assado
Não consigo
Faço do meu jeito
O meio de campo é turbulento
Vibro com meu adversário
Não sei o que é competição
Se me mandam embora
meu choro é de cachorro mollhado de frio
Deve haver algum caminho
Sigo
mesmo assim não desisto.MC²


sábado, 13 de dezembro de 2014

Leito Líquido

Madrugada, a cama está fervendo.Levanto, ando pela casa, o sono está longe...
Na cozinha, deslizo minhas mãos pelo puxador da geladeira impulsionando a porta. A luz sai e destaca-se no escuro da noite. Abro o congelador, retiro a fôrma de gelo deslocando os cubos sobre a pia, só o calor das mãos é suficiente para fazê-los dançar encima do mármore. Apanho um dos cubos, chupo.Escorrego o gelo pela boca, nuca, seios, barriga, ventre. O gelo derrete suavemente pelo meu corpo tornando-o fluido... Vou roçando os cantos mais pontiagudos do cômodo frio, pesando aos pés da mesa, apoiando os pés nas gavetas do armário. Corro as mãos pela fruteira e encontro uma maçã ainda fresca da feira, sinto o cheiro e abocanho com uma vontade ansiosa de ter que mastigar e sentir a saliva crescida líquida. Percebo as diversas temperaturas, texturas...

O gelo virou água escorrida, virou leito para a consumação do desejo. Meu sexo arde, treme, toco-o com delicadeza. Seguro meus quadris mais alto e vou contraindo os músculos das coxas, virilha...Deixo o ar entrar suavemente por cada poro, relaxando as tensões e, ao mesmo tempo, mantendo meu corpo ardente, latejo. Apóio minhas pernas no tamborete, meus dedos deslizam atráves da umidade, alterno os movimentos segurando forte o clitóris. Massageio toda a região, às vezes fricciono de tal maneira... como se quisesse arrancar-me e te dar como presente confeccionado pelas minhas próprias mãos.

Estou presa num circuito elétrico. Viva!!!!

Suo, suo sua falta. Quero abortar este sexo que te deseja. Quero sangrar-me por você!

Por que não está aqui?

Olha o que fiz... Estou ficando louca. Já não consigo pensar em mais nada. Não trabalho, não como, não descanso, só me maltrato. Me masturbo pensando em você deitado com sua mulher. Sinto seu cheiro impregnado no meu corpo, no travesseiro, na toalha que nunca lavei depois da sua última visita.Estou doente. Você é tudo. É minha desgraça.

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O corpo esfriou. Preciso comer mas a geladeira está vazia.

Volto pra cama, meu espírito está quieto por enquanto. MC²

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Ela chama o menino há anos
O mesmo tom , o mesmo timbre e a mesma intenção .
O menino já não é menino
Rapaz 
Homem
Velho
O tempo na vila não passa.
O passado tomba o coração apaixonado. Estátua.
O balanço está vazio no ar, desenha no espaço circunferência abstrata
Dos meus sumiram sem 
Apontaram distâncias intangíveis 
Embriagaram dos sentidos mais voláteis. 
O corvo que dorme semeia os restos da fome 
Esse fuzil é um abismo de palavras tristes 
Desejo de sol aqui dentro
O mundo em cada poro
Parada
Ainda hoje ...
Parada. MC²






domingo, 21 de setembro de 2014

Invade

Um sol invade me
Quando se quer a morte
É preciso olhar além do horizonte
Para ver o mar

Um mar invade me
Quando se quer chorar
É preciso buscar, fazer partida de algum lugar
Antes da tempestade chegar

Uma tempestade invade me
Quando se quer ficar
É preciso fugir , rezar
Serão histórias pra contar

Dos mais fortes multiplicaram os acovardados. O dia não chega.MC²

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

PAI , aqui estou mais uma vez. Percorri terras , naveguei mares, mergulhei em lagos profundos. Amei o teatro, a dança , a poesia. Dediquei-me como um soldado com a arma em riste. Entreguei  minha alma aos ofícios das artes e mesmo sabendo das pedras não abandonei o caminho. Fui fiel como um cão que faz vigília noite e dia. Pequei por amar sem medidas. O "OUTRO" se tornou um gigante insaciável , cheio de caprichos. Enquanto cuidava, o protegia , ele consumia todas as minha energias. De repente, estava só , o PRÓXIMO  não existia. Senti o vazio absoluto e, assim , a MORTE surgiu como única companhia. Agonizei durante longo período, a dor foi secando gota a gota as memórias e lembranças do que ainda insistia em ser vida. Nos últimos suspiros pensei que se fechasse os olhos descansaria e confortaria os demônios criados pela minha imaginação. Abandonei o meu corpo e por muitos dias sentido algum havia.
As brumas do tempo criaram as cascas das minhas feridas, elas foram cobertas por uma pele nova, diferente, desconhecida. Voltei a caminhar, o chão tinha outra textura, talvez estivesse mais leve. Aqui estou! Ainda encontrando a marcha ideal para meu novo corpo, buscando outras paragens, possibilidades de avançar sem abandonar o caminho. Ilumine meus passos, eu vou seguir PAI , não importa como, sei que estás comigo. Sou tua obra , tua filha. MC²

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

PARA ZÉS

Quantos anos tem aquilo que desconhecemos ?
Quanto tempo leva o vento para soprar as lembranças?
Se o tempo não passa de que morreríamos?
Enquanto esperamos ...buscamos...aquilo que se parecer ser o que não é ?
Com o tempo...
As pernas ficam duras ...
Se tem medo da queda ...
Se tem medo do alto...
Daquilo que guardamos  bem escondido e na ponta dos pés o protegemos.
São como algemas cálices de sangue desejo puro do instante interminável
São filosofias vãs de um mundo superlativo complexo,
Enquanto o ENCONTRO arrebata, sucumbi, transpira cheio de vida.
Uma ode ao insuperável ir e vir de se encontrar e se perder.
Um brinde ao ENCONTRO caprichoso e garantido. MC²

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Dor 
A dor quando chega 
Graceja por cantos bocas orelhas 
Sorri desdentada 
Arrepia os intestinos 
A dor lateja quando quer a morte 
Estilhaça nos céus sonhos ideais
A dor corta camadas 
Desnuda a alma 
Empalidece os olhos escuros 
A dor corrói, pui , inflama qualquer verdade absoluta
O dor ensandece.
Mata.
Cura.
MC²