domingo, 17 de junho de 2018

Pátria de Copas

Estranhos se passam de ordinários
Para além de uma melodia harmoniosa 
A conspiração sobre Deus e os diabos sempre alimentou a mente humana
Desejos suspiram de um lado esquecido 
Há quem paga a conta silenciosamente, há quem grita a revolução sem qualquer sequência 
Se os canários fossem russos saberiam a diferença de perestroika e glasnost ?
Qual a cor seria das suas lutas?
Aportaram nos navios apenas tamancos em forma de bananas purpurina cor de carne seca 
Esqueceram Siddhartha flutuando nos índicos acreditando em eu dourados canibais 
Escravizaram a pele,  a vida e alma negreira 
Exportaram pau da terra Brasil 
Garapa, cana, café , soja, carne...
Cavaram o lance, driblaram, golearam como herói anti macu naí é má
Nas ruas tudo virou mi careta
Patos 
Cagaram, foderam, grasnaram 
Ao som da orquestra de aço inoxidável 
Servido panelaço de cupim 
Lá vai pobre, índio, mulher e travesti 
Tomar na cara e pagar o vício de estuprar pátria amada como manequim 
Era dia de Copas 
Dia de enfeitar os ânimos e torcer na arquibancada da multidão apertada em misérias e anemias 
Dia de farfalhar os galhos ainda vivos 
Sem medo da poda alívio que cura a cicatriz deixando a raiz 
Mas ...
Acabou virando ovos mexidos 
Raspados no anti aderente 
Leve 
Solto 
Engolido em 2 minutos. MC²

sábado, 21 de abril de 2018

É bom olhar o passado só se for pelo buraco da fechadura. MC²

quinta-feira, 19 de abril de 2018

HIPÓTESE

Quem me dera poder te acabar em meu corpo
Destruir cada reticência do seu silêncio
Desobedecer seus segredos
Matar gota a gota sua ansiedade na saliva

Quem me dera tê-lo exausto em gemidos
póstumo em meus braços
respiração saltitante entre o peito
sexo dissolvido em mar revolto

Quem me dera ter como minha; sua língua
a procurar a mesma comida
os mesmos fonemas e poesias
nem sempre ditas mas sempre ouvidas

Quem me dera dissecar cada víscera
Provar o fel dos seu fígado
conhecer seus medos e ressentimentos
me excitar mesmo no seu tormento

Quem me dera  descascar  sua pele
dedilhar  pêlo a pêlo em  sentidos
suar suas lágrimas em sorrisos
Vestir seu frio desnudar seu arrepio

Quem me dera ter sua essência em centímetros.




terça-feira, 17 de abril de 2018


Histórias em fotos ... 2015 foi o ano de zerar tudo ... inclusive aprender outras formas de amar 
Natal com a família do Geraldo e Fernanda 







quarta-feira, 7 de março de 2018

                                                           Cabeça de Terra
                                                                                           MC²- Maria Cecília

            As pessoas me pergunta qual meu nome e eu não sei... aliás eu sei sim... às vezes sou Sabrina, outras vezes minhoca, rosa, ponte, pé... Não gosto de ter um nome só não... prefiro ser o que eu quiser, conforme abre o dia já sei o que eu quero ser...Outro dia a mulher queria comprar comida pra mim, aí veio conversar querendo saber meu nome... ela tomou um susto porque naquele dia eu me chamava morte...ela foi embora correndo...
 Também não tenho casa não, prefiro as paradas. Eu vou parando...mas nunca paro de andar... gosto de sai pela estrada, chegar numa parada... aí primeiro experimento a terra, se ela for boa fico uns tempo. O mais curioso é que num tem terra igual, cada uma é de um jeito, tem umas que são mais doce, outras mais salgada, tem umas colorida...Primeiro eu sinto na cabeça, ponho a terra na cabeça que é pra sentir suas vibrações, depois provo um pedaço...às vezes faço até um cigarrinho... Já aconteceu de prova a terra quando to indo embora e a terra tá diferente...quando isso acontece fico curiosa pra saber o que eles tão colocando nela...
     A coisa que eu mais gosto de fazer é ver o sol escondendo atrás dos morro. Quando chega no final da tarde, gosto de parar, fica quietinha só olhando pro céu... dá uns barato muito louco, muito melhor que uns chás que a gente toma aí no meio do mato...Teve uma vez que achei que o sol tava dentro de mim...achei que ia derreter, começou a saí água do meu corpo todo... das costas, dos pé, dos olhos, achei que eu nunca mais ia para de escorrer.... Menino o negócio era bom demais... fiquei um tempão parada só escorrendo, depois parece que alguém tinha atiçado fogo em mim... saia pulando que nem um cabrito, rindo que nem bobo...tudo que olhava ria e tudo que via parecia que tava dentro de mim, eu era um tanto de coisa ao mesmo tempo...doidera doida demais...
    Não gosto de ter medo, uma vez eu tive muito medo....tava na estrada de bobeira fazendo uma curva cumprida e bem fechada... um cachorro me resolve atravessar a estrada bem no meio da curva...aí veio um desses caminhão grande, sabe? É esses bichão grande que a roda é do tamanho da gente... aí o caminhão veio lenhado passou encima do cachorro e o cachorro explodiu, voou pedaço pra tudo conte lado... sabe bola de sabão quando estoura, quando ce vê num existe mais....não aguentei  chegar perto... fui embora... mas fiquei com tanto medo que o espírito do bichinho viesse me perturba que acabei voltado lá, num tinha mais nada, mas ainda encontrei uns ossos num cascalho lá.... enterrei o bichinho, rezei e até cantei um hino:
     “Vai com Deus bichinho, vai com Deus bichinho, vai com deus....em paz  e com os anjinhos”.
     Eu sou a rainha do sofá, já encontrei tanto sofá legal na rua, o último que achei era vermelho e grande, dava até pra ter uma coleção de sofá. As pessoas podiam adotar os sofás, eles devem se sentir muito abandonado...um  dia ainda  vou fazer um prédio de sofá, tem tanta gente que quer ter uma parada só sua...Esse povo que gosta de faze a rua de parada acaba bebendo demais, tão tudo podre de tanta cachaça é gente que pensa pouco ou já pensou demais aí fica tudo lelé...num são bom da cabeça porque fica parado, num anda nem um tequinho...acho que querem tudo ser estrela, fica aí na rua, um dia vem alguém aí grava os cara, e os cara vira artista, passa na televisão. Eu gosto de vê televisão, às vezes  tem numas parada na beira da estrada...quando é assim fico vendo um tempão. Vi uma vez um menino loirinho, era um príncipe que cuidava de uma rosa, depois encontrava com a raposa... ele vivia num mundo diferente...depois que vi esse filme comecei a prestar mais atenção onde eu piso vai que to pisando numa flor...Eu gosto das novela também, só acho que tem muita gente ruim, né?
O povo das novela é muito invejoso, brigam por qualquer coisinha, se eu um dia encontrar com eles vou falar pra eles não ser tão assim ruim...
Eu sou boa roubo pouco, mato menos.
                                                                                  (...)



sábado, 24 de fevereiro de 2018

Dm³

Há dm³ que não consigo alcançar
Ela usa batom boca loca inocente
A paisagem continua indecente
Aliás incandecente
Passa a fresca na rodovia
Todos cansados embalados
No ronco do ônibus pifo
Saudades dos vôos livres no meu 4x4
Vontade de um potência que não volta mais
É preciso contemplar o instate
PNL
Coach
Vou atirar
Catar
Amassar
Me dê um cérebro que me dê prazer
Tô cheia da superfície que vicia
Redes sociais impossíveis
Vem amor imprevisto
Despe-me como louca varrida
Dá-me aquilo que não penso
Permita-me conhecer com os dedos
Os outros
Estão correndo em metas indiscretas
Paredes de plasma
Transformam  pessoas em troços
Pedaços de qualquer lugar que seja
Idealizo Croioulo
No meu corpo
Com seu poema
Cinema
da trajédia de um povo problema
Dá-me um vento, um sopro de esperança
quero acreditar que é possível além,
sem a lei desse país contexto.
Enquanto não durmo vigio o sono vadio
Construo um mundo perdido
Como ter como um sem seu nem meu
Cem nomear
Sem mal compreender
É pra ser agora
Infinito em si
Em mim
Em ti
MC²


domingo, 7 de janeiro de 2018




















Durante um tempo e ainda hoje me escondo atrás daquilo que mais amo fazer; criar ... por vezes me escancaro, aliás essas vezes são maioria, mas também gosto de me esconder ... revelo o que autorizo, aquilo que ao olhar do outro pode ser desconsertante ou provocante  ... GOSTÔSA tem me ensinado muito, ao longo desse tempo. E já faz 4 anos ... gratidão ... MC²

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Refletir

Credo para quem quer ser
De lugar, haver de poder
encontrar algo que não dói e faz sentido
despejo um desejo árido parido
sem gosto e força pra viver
reagir...
não há luz suficiente que espere amanhecer esses dias de chuva
Como o suficiente,
não entrego fácil ao inimigo
cria de dias em cismas
cinzas
seu olhar despe-me como há tempos não sentia,
é frágil e delicado
cheio de mistérios correspondidos
desencontros surpreendidos
dores incuráveis
mordidas marcadas com tinta
Deixa ficar
sem querer esperar
sem sentir a partida do ir
deixa permanecer e
avistar juntos
horizontes desconhecidos
palavras esquecidas
melodias improváveis
sentidos incautos
varridos de nosso vocabulário inautido
Me apaixono por bruxas e estranhos
me arrependo
de ser ET.
mas não controlo essa sede da vida
do novo, daquilo que não posso ser
Eu vou ...
não tenho medo
estou só
como sempre,
ali passeam animais de tempo quente
Imaginei que você estivesse
a construir planos
e línguas aprendidas
mas você nunca foi
o que pensei. MC²



terça-feira, 26 de setembro de 2017

+ Umas...

Amor que desmancha
Mancha
Dói, reclama 
Amor caminho sem volta
Aventura 
Paz e desespero 
Medo
Quando desinflama a chama
Amor não é firmamento
É auto conhecimento
Amor sem peso
Sem medidas 
Ditas 
Melhor com mordidas
Presença e desejo 
Com remetente concreto 
Em carta escrita com suor e saliva
Amor não se esquece 
Permanece mesmo depois que adormece. MC²